As cartas mais temidas do tarot (e o que elas realmente significam)

13 de setembro de 2025
Morte, Torre, Diabo… as cartas mais temidas do tarot não falam de tragédia, mas de processos reais, que todo mundo vive. Entenda o que elas significam de verdade.

A Morte, a Torre, o Diabo… Quase todo mundo tem medo de jogar tarot e essas cartas aparecerem.

O problema é que a gente aprendeu a olhar pra elas com medo, e não com curiosidade. Porque a verdade é que esses arcanos retratam processos de mudança que acontecem na vida de todo mundo.

A carta da Morte no tarot

A Morte assusta porque nos lembra do fim. Mas o que ela mostra no tarot é que um ciclo precisa ser encerrado.

É doloroso? Ô se é! Mas faz parte da vida: relacionamentos acabam, trabalhos mudam, fases terminam. E quando algo chega ao fim, não adianta fingir que não aconteceu ou ficar só na emoção.

Quando alguém morre, por exemplo, além da dor, existe a parte prática: resolver velório, funerária, documentos. Ficar triste não resolve sozinho — é preciso agir.
A carta da Morte fala exatamente disso: coragem pra lidar com o encerramento de frente, tanto no coração quanto na vida prática.

E é aí que ela abre espaço pro que vem depois.

A carta da Torre no tarot

A Torre é aquele momento em que uma estrutura desaba porque já não se sustentava.

Não é punição, é consequência.

Nas aulas, sempre falo: não é que algo “ruim” vai acontecer “do nada”. É que algo construído em base frágil não vai aguentar de pé.

Pode ser um relacionamento que estava baseado em ilusão, um emprego que parecia sólido mas te fazia infeliz, ou até uma imagem de si mesma que não condiz mais com a realidade.

É como quando um prédio apresenta rachaduras: você pode até ignorar por um tempo, mas uma hora a queda é inevitável. E quando cai, o choque é grande, mas também é a chance de reconstruir em solo firme.

No final do dia, a queda é sempre difícil. Mas também é o que nos impede de continuar gastando energia numa coisa que claramente não está mais funcionando.

A carta do Diabo no tarot

Não tem nada de “maldição” nesse arcano. O Diabo fala de dependências.

Ele mostra os lugares onde a gente está preso. Não porque alguém nos acorrentou, mas porque, de algum jeito, a gente escolheu se manter ali. Pode ser uma relação tóxica, um vício, um padrão de comportamento que dá prazer imediato mas cobra caro depois.

É desconfortável encarar isso? Claro que é. Mas ignorar só prolonga o problema.

Quando essa carta aparece, não é pra te condenar. É pra te mostrar claramente onde existe um apego que precisa ser revisto, pra que você tenha a chance de escolher diferente.

Pensa que é como um espelho: mostra onde você tá preso, pra que possa decidir se quer continuar assim ou se vai se libertar.

Por que essas cartas assustam tanto?

Porque elas falam do que a gente geralmente evita: finais, rupturas, confrontos internos e cobranças da vida.

Mas o fato é que esses processos acontecem com ou sem tarot. A diferença é que, quando essas cartas aparecem, você tem a chance de se preparar, encarar e atravessar de forma mais consciente.

O mais importante é isso

Nenhuma dessas cartas existe pra te dar medo.

Elas só mostram de frente o que já está se movendo na vida (e que, cedo ou tarde, teríamos que lidar).

Se você quer entender o que as cartas têm a dizer sobre o seu momento, vamos fazer uma leitura de tarot